17 janeiro 2013

O Hobbit




Sabe aquele livro que você tem em casa há séculos, e justamente por isso sempre coloca outro e outro e outro e outro na frente? Os novos, os emprestados, os que são seriados, os que irão ser adaptados para o cinema... OPA! Foi bem nesse quesito que O Hobbit se encaixou nas minhas listas, e saltou na frente de uns três volumes pelo menos.
Desde que li ‘O Senhor dos Anéis’ prometi a mim mesma que leria toda a obra deste gênio chamado J. R. R. Tolkien. Aliás, gênio é A palavra para descrevê-lo. Sempre admirei essas pessoas de mentes inventivas que conseguem criar outros mundos, outras realidades – Nárnia, Guerra dos Tronos, Harry Potter -  e a Terra-Média, com seus orcs, elfos, dragões e outros supera qualquer expectativa... que sujeito impressionante! Não li O Hobbit logo em seguida por motivos obviamente entendidos por quem leu a trilogia dos Anéis: minha mente pedia um break de tanta descrição. Meses depois engatei a leitura de O Smillarion, mas o outro filho único continuava na estante.
Como muitos já conferiram na adaptação cinematográfica do livro, O Hobbit narra as aventuras de Bilbo Bolseiro, uma pequena e adorável criatura que vivia uma vida confortável em sua toca no Condado. Repentinamente, um mago e mais 13 anões estão em sua sala, comendo toda a reserva de comida do pobre hobbit, planejando resgatar um tesouro guardado por um dragão.  Pouca coisa, não é?! O lado Bolseiro de Bilbo, caseiro e acomodado, nada mais espera do que que aqueles estranhos saiam de sua sala e esqueçam a parte de que ele seria o ‘ladrão’ da trupe. Mas o lado Tuk, um tanto mais aventureiro e corajoso, fica um tanto empolgado com a possibilidade de aventuras por outras florestas e montanhas. Meio querendo, e meio não querendo, Bilbo resolve acompanhar os anões na longa jornada. 
Começa, então, a viagem do grupo liderado por Thorin – líder dos anões - pelos caminhos desse mundo fantástico. O que lemos não é uma simples ficção, é um relato de alguém que parece realmente ter passado por aquilo tudo, como se fosse um velho amigo seu lhe contando algo. Tolkien espertamente interage com o leitor em diversas partes do livro, cativando muitos logo de cara com sua narrativa ímpar – sério, em alguns momentos respondi as perguntas retóricas dele aos ventos! Sua costumeira descrição extremista nos deixa informado desde os formatos dos anéis de fumaça dos charutos até a quantidade de botões da camisa do hobbit. Aqui os acontecimentos acontecem em uma velocidade maior que na aclamada trilogia, porém não com menos emoção. Todas as sensações tem espaço reservado na trama e Tolkien utiliza-se muito bem cada um deles, intercalando-os com canções e charadas muito bem elaboradas.
Ao passo que a leitura avançou, impossível não afirmar que Bilbo teve mais sorte do que coragem. São tantas as situações que ele escapou por um triz - como se o escrito estivesse tentando manter o personagem principal vivo de qualquer forma, óhh! Maiores ainda é o número de vezes que ele, por mero acaso, conseguiu salvar a vida dos seus companheiros. Impressionante como eles conseguem se safar de tudo (wargs, globins, trolls), bem igual a vida real – só que não. Mas o sujeitinho Bilbo cresce, ganha coragem e confiança em si mesmo e vira Homem com H. Claro  que tudo isso tem a influência de um certo anel que ele achou ao conhecer um tal de Gollum, mas isso é história pra outros livros...
Intrigada com a exagerada sorte de Bilbo, procurei saber mais sobre os motivos que levaram Tolkien a escrever o livro, e descobri algo ÓBVIO: o Hobbit foi escrito para crianças. Ashamed of myself. God, porque eu não percebi isso?! Tolkien queria abrir as portas do mundo da fantasia para a garotada, assim como fez o seu amigo C. S. Lewis.  E eu conheço muitas crianças que poderiam tirar algum proveito das lições de vida aprendidas pelo Sr. Bolseiro em suas andanças. E muitas crianças-grandes também.
Para mim este na verdade é um livro para todas as idades. Os ensinamentos ali contidos valem mais do que qualquer tesouro guardado por um dragão. E todos deveriam compartilhar com o hobbit a função de ladrão e guardar egoisticamente para si algo da história. Afinal, o livro é o ponto de partida de uma história maior ainda. De uma história... PRECIOSA!


"_ Aonde você foi, se me permite perguntar?
 Disse Thorin a Gandalf 
enquanto os dois cavalgavam.
_ Fui olhar à frente - disse ele.
_ E o que o trouxe de volta bem na hora?
_ O olhar para trás - disse ele."

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12 janeiro 2013

dia 12


Já se passaram doze dias desde o começo do ano. Será que todas aquelas coisas que você prometeu a si mesma, de olhos fechados, enquanto pulava as obrigatórias sete ondinhas, já começaram a acontecer?
Quais foram as suas juras?! Já começou a comer menos carboidratos?! Já parou de implicar com sua irmã?! Já está praticando algum exercício físico? Já apagou aquele número da sua agenda e aquele nome da sua vida de vez?! (...) Você já?! Porque eu não. Uma das coisas que recordo ter pensado ao romper do ano foi: vou escrever mais. Preciso escrever mais. Vou continuar meus projetos. Vou atualizar o blog.  Mas esse meu ano não começou no dia primeiro de janeiro. Nem o ano dos carboidratos, das irmãs, da academia...
“Meus anos” começam aos poucos. Na última semana de dezembro e na primeira semana de janeiro vivi o que posso chamar de um período de entressafra. Desencanei-me das minhas obrigações e dei um tempo. Um tempo pra mim, pra minha vida. Disse WAIT! as horas extras no estágio e aos intermináveis freelances. Dediquei mais tempo à minha família e ao meu noivo. Desapeguei da internet.
Porém, tudo que pára, recomeça. Não necessariamente no início do ano. Pode ser depois da primeira semana do mesmo, quando você chegou daquela viagem. Ou na próxima segunda-feira. Baianos como eu costumam dizer que o ano só começa depois do Carnaval. Mas eu não podia esperar o Carnaval passar para voltar à arquitetar, porque deveria espera-lo passar para voltar à escrever?!
Então, meu novo ano no Rascunhos e Borrões começa hoje – enquanto meus outros prometidos ainda estão em stand by. Não vou prometer escrever aqui sempre, mas sim sempre que tiver vontade. Prometo também não procrastinar minhas leituras (acontecimento inédito do final de 2012!), não atrasar minhas séries, não abandonar minhas idéias e escrever o que vier. E se por acaso eu falhar em qualquer uma dessas promessas, eu recomeço esse meu ano de novo ;)
Obrigada a todos que estão seguindo, comentando e incentivando o blog, seja por aqui ou na página do facebook. Em 2013 estaremos por aqui, com mais livros, mais ideias e mais inspirações!
E se você não começou a por em prática ainda nenhuma das suas juras de 2013, porque não começar agora?!

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18 dezembro 2012

Marina


      Marina é refúgio. Dos barcos, das pequenas embarcações, e, sobretudo, dos solitários Garmán e Óscar Drai. E quem ou o que refugia Marina?! Como em uma relação simbiótica, a menina dos olhos cinzentos também se refugia em seu pai, no menino que invadiu sua casa e roubou um relógio de bolso pesado e antigo, em seus escritos e nas lembranças das histórias que nunca viveu.
Marina
    Porém Marina teve a oportunidade de viver a mais fantástica das histórias, acompanhada por seu mais novo amigo, o menino Oscar Drai, e de uma outrapersonagem. Carlos Ruiz Zafón, ao escrever esta incrível aventura, elegeu uma terceira protagonista para sua narrativa: Barcelona. A cidade-personagem atua de forma única no desenrolar da história e seria impossível tratar as ruas do bairro antigo apenas como meros planos de fundo.
     Óscar, um garoto de quinze anos, costuma passar suas horas livres do internato vagando por essas ruas estreitas e cheias de histórias. Admirador da arquitetura da cidade, o estudante se encanta por um casarão aparentemente abandonado e resolve se aventurar por dentro da casa. Só que o casarão não estava abandonado. Muito menos vazio.  Ao ouvir o som de uma voz belíssima, Óscar logo percebe que não está sozinho e foge, sem perceber que segurava em suas mãos um relógio de bolso em ouro que já não funcionava mais.
 Alguns dias depois, ele retorna ao casarão com o propósito de devolver o relógio, mal sabendo que lá faria amigos que mudariam sua vida para sempre. Kafa, o gato. Marina, a menina dos olhos cinzentos. E Germán, o pai artista e doente da menina. Entres eles surge uma conexão imediata e é neste ponto que o livro foge para um tipo de história que eu jamais imaginaria.
Através de Marina, Oscar descobre a história da mulher vestida de negro que visita uma sepultura sem inscrições no cemitério, sempre à mesma hora e à mesma data. Os então amigos passam boa parte de seus dias tentando desvendar o mistério dessa mulher, e acabam descobrindo mistérios não tão simples. 
Conduzido pelo olhar do Oscar, o leitor é convidado a desvendar um grande enigma.  Casarões, palacetes, estufas, corpos mutilados, borboletas negras, verdades omitidas, doenças... segredos. Afinal, “ Todos temos um segredo trancado a sete chaves no sótão da alma.”  E alguns segredos podem ser assustadoramente macabros. 
      “Marina” fala, em essência, sobre as várias faces do amor. Mas nada se parece com qualquer outra literatura que temos por aí.  A cada capítulo, novas informações são acrescentadas, fazendo com que nós, caros leitores, tentemos a todo custo desvendar o mistério junto com os protagonistas. 
       Ainda não havia lido nada do Zafón, e comprei Marina certa de que leria um bom drama espanhol. Mas fui surpreendida e me deixei surpreender. Fantasiosamente. E descobri que ao contrário da Marina de Caymmi, que se pintava para o mundo, a Marina de Zafón pintou a realidade para si. E dessa Marina, meu caro, é impossível que fiquemos de mal.

" Marina me disse que a gente só 
se lembra do que nunca aconteceu
. Ainda ia se passar uma eternidade 
antes que eu pudesse compreender
essas palavras. "



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15 novembro 2012

O Diário de Suzana para Nicolas


                Por meio deste texto, confesso: sou completamente aficionada por livros escritos em forma de diários, cartas ou bilhetes. O Garoto da Casa ao Lado, As vantagens de ser Invisível, Cartas de um Diabo ao seu Aprendiz... não importa o ano de publicação ou o gênero literário, eu simplesmente não resisto. E foi justamente por isso que O Diário de Suzana para Nicolas entrou no meu carrinho no site da Saraiva. Procurava um bom romance e... 
O Diário de Suzana para Nicolas
                Pimba! Encontrei o lançamento da Arqueiro que parecia preencher todos os requisitos: um casal cult encantador, um passado obscuro e um diário que revelará algumas respostas. Matt então rompe com Katie. Assim, sem explicação lógica nenhuma na confusa cabeça da editora de NY<3. Na petulante tentativa de tentar explicar as coisas à Katie sem dizer uma palavra de justificativa sequer, Matt apela para um artifício que, como poeta, sabe usar com maestria: as palavras. E, no dia seguinte após o rompimento, Katie encontra um pacote deixado em sua porta por Matt, que contém um pequeno caderno titulado: “Diário de Suzana para Nicolas”.
                Katie então passa alguns dias folheando aquelas páginas, avançando conforme suas dores pessoais permitem. E descobre quem foi Suzana, Nicolas e qual a relação daquelas pessoas com o seu Matt. Sobretudo, descobre o papel de cada um deles no fim de seu relacionamento.
                O diário torna-se, então, companheiro de Katie. Por que Matt teria lhe deixado aquelas páginas?! Através dele ela começa a compreender um pouco mais sobre o homem que ama. Sobre quais são as verdadeiras prioridades da vida. Sobre qual é o verdadeiro significado da palavra sorte.
                Patterson intercala passagens do Diário com o dia-a-dia de Katie enquanto lê aquelas palavras. Ele escreve um romance simples, direto e bonito. Talvez se a história tivesse sido criada por uma mulher, o livro teria umas cem páginas a mais com descrições detalhadas de sentimentos e das situações... e disso senti falta um pouco. James pecou pela falta.
Incomodou-me também a quantidade de dias que a Katie levou lendo o diário. CARAMBA, eu li o livro em duas horas! Ou seja, o diário e a vida dela! E ela passou dias lendo-o! Fico imaginando que tipo de mulher aguentaria ler duas ou três páginas por dia de um diário que poderia dar muitas respostas para sua vida... eu mesma sei, como sou uma curiosa de carteirinha, que leria tudo na mesma sentada, não importa quantas horas levassem!
                Enfim, sabe aquele romance que apesar de ter um final previsível você também sabe que poderia ter sido melhor aproveitado?! Este é um deles. Depois de ler algumas pessoas falando sobre este livro, afirmando que haviam chorado e etc, fiquei até impressionada comigo mesma, pois sou uma chorona assumida. Mas não consegui me conectar com a história da mesma forma que tinha me conectado com a sinopse. Talvez eu estivesse apenas em um dia ruim. Talvez um dia eu releia, quem sabe.
Beijos,
A.
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03 novembro 2012

O resgate - Nicholas Sparks


                Logo que comecei a postar aqui no blog confessei pra vocês a minha inclinação pelos romances do Nicholas Sparks. Culpa de livros dois livros que li há oito anos atrás: O Diário de uma Paixão e Um Amor para Recordar. Porém, desde o inicio de 2010 estou numa relação à ferro e fogo com o autor.  São tantos livros lançados por ano que não sei se ele se vendeu ou se a qualidade de seus romances decaiu mesmo. Ou os dois. De uma coisa tenho certeza: ele quer ser a versão masculina da Meg Cabot ou da Norah Roberts, certeza!
                Esses dias estava vasculhando o acervo de uma biblioteca daqui de Salvador e eis que encontro entre seus títulos o livro O Resgate. Na mesma hora algo fez plim plim na minha cabeça e tive a certeza de que conhecia aquele título. Fui olhar o autor e... bingo! Um dos títulos antigos do Sparks que lembro que já tinha visto nas minhas pesquisas anos atrás, mas que nunca encontrara por aqui nem na versão e-book! Decidi locar o livro para tentar dar outra chance ao Nicholas, nem que fosse lendo seus romances antigos.
                O Resgate narra a história de Denise, Kyle e Taylor. Denise é uma mãe solteira que abriu mão de tudo em sua vida para se dedicar a criação de seu único filho, Kyle (04 anos), que apresenta desconhecidos problemas de linguagem e dicção. Ao perder sua mãe, Denise se muda de Atlanta para Edenton (na Carolina do Norte, adivinhem!), cidade natural de seus avós, pois a família tinha uma propriedade ali e Denise não podia bancar os aluguéis de Atlanta, já que largara seu emprego como professora para se dedicar exclusivamente ao filho.
             Taylor é um carpinteiro que trabalha voluntariamente como bombeiro, em uma tentativa frustrada de afastar fantasmas de seu passado. Embora seus amigos falem que ele já passou da hora de casar, Taylor não consegue manter um relacionamento sério com ninguém.
            Pronto, a fórmula está lançada: uma mãe solteira e um filho carente de uma figura paterna serão resgatados por um bombeiro de modo que suas vidas ficarão para sempre conectadas. E o carpinteiro-bombeiro por sua vez também será resgatado, e a ele será dada uma nova chance de aprender a lidar com os seus sentimentos. É isso mesmo?! É. Como a maioria já deve saber, não existe muito mistério nos livros do Nicholas, a não ser que envolva alguma doença.
            Porém, desta vez, o Nicholas escreve com uma propriedade tão grande sobre a doença que até me surpreendi. O Kyle é um fofo, gente! Fiquei imaginando a rotina do tratamento dele, o quanto deveria ser difícil pra Denise submeter o filho a tal rotina, a alegria dela ao observar os progressos dele... Pesquisando, descobri que um dos filhos do Nicholas sofria do mesmo problema do Kyle: dislexia de som. Então, tudo explicado, né?!
         Tive literalmente um pouco resgatada a vontade ler mais do Nicholas. Mas não um exemplar dessa enxurrada que está sendo lançada à torto e à direita! Quero os romances antigos, em que ele se entregava aos seus textos e nos presenteava com diálogos únicos. Então, alguém, por favor, faça esse homem tirar umas férias!
                                                                                                                                                                        Beijos, 
A.
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28 outubro 2012

Cem anos de solidão


           Estar cercado de pessoas e sentir-se só. A estirpe dos Buendía estava condenada à Cem anos de solidão, e não teriam uma segunda oportunidade sobre a Terra. 
            Cem anos de solidão nos revela a saga desta família tão ímpar e cíclica.
José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán, primos que se casaram e que temiam gerarem filhos com rabos de porco, abandonaram sua cidade natal e partiram junto com alguns conterrâneos em busca de uma nova terra.  Fincaram raízes em um local aleatório e o batizaram com o nome de Macondo. Acompanhando a história dos Buendía, vivenciamos também a criação, vida e morte do povoado.
O casal matriarca de Macondo teve três filhos: José Arcadio, Aureliano e Amaranta. Logo depois chegou Rebeca, sozinha, junto com um saco de ossos de seus pais, comedora de terra, marcada pelo mal da  insônia e também pela solidão. Durante a saga dessa família, que se reproduz até a sétima geração, temos elementos inacreditáveis, descobrimos que Macondo é um povoado em que tudo pode acontecer: temporais que duram mais de dez anos, formigas-ruivas que destroem construções, escorpiões durante os banhos, borboletas amarelas que acompanham os apaixonados, a insônia some com a memória de todos....  
É também a terra das Rebecas, Amarantas, Úrsulas, Remédios e das dezenas de José Arcadios e Aurelianos... Nomes que insistem em serem repetidos.... São pessoas isoladas, ressentidas, extravagantes.... solitárias. Essas pessoas, além de terem em comum os mesmos nomes e sobrenomes, possuem, como que geneticamente, uma solidão que nunca é sanada – e quase sempre nunca externalizada. E essa solidão é personificada nos peixinhos dourados do Coronel Aureliano Buendía, nos doces caramelizados de Úrsula Iguarán, nos pergaminhos e livros que tanto instigaram os Aurelianos... que vão e voltam. É um ciclo único, uma família única, em que os antigos sempre retornam nas maneiras dos novos. 
A história desenrola-se ao longo desses cem anos, dessa louca geração de filhos, netos, bisnetos e bastardos. A matriarca, Úrsula Iguarán – que eu já tinha citado aqui como umas das mulheres mais influentes da literatura – foi uma guerreira que viveu entre 115 e 122 anos (!!!) é a única que se dá conta que as características físicas e psicológicas dos seus herdeiros estão associadas aos nomes: enquanto os José Arcadios são extrovertidos e impulsivos, os Aurelianos são introspectivos e estudiosos. 
Mal sabia Macondo que o seu destino já estava escrito desde a época que um certo cigano Melquíades por lá andara, e que seus dias estavam contados.
Gabriel Garcia Marquez quando escreveu esta obra-prima, no longínquo ano de 1967, utilizou o realismo mágico de forma detalhista e encantadora. Cem anos de solidão me conquistou mais do que O Amor no Tempo do Cólera – talvez eu tenha me identificado com o primeiro José Arcadio, que passou o resto dos seus dias preso à um castanheiro por conta de sua louca lucidez... ou com Rebeca, que comia areia e o cal das paredes para preencher um pedaço vazio dentro de si. 
Pesquisando por aí, descobri que o romance tem uns traços auto-biograficos do Gabriel, já que  o avô de Gabriel, o Coronel Márquez, também o levou para conhecer o gelo (assim como o primeiro José Arcadio o fez com Aureliano)  e Iguarán é o sobrenome de uma de suas avós. 
Será que estamos todos fadados a amar intensamente e morrer na solidão, como os Buendías?! 


Ps: Os nomes dos personagens se repetem tanto, devido à uma tradição familiar, e as mortes são tantas, que depois que concluir a leitura do livro acho que lerei as Crônicas de Gelo e Fogo mais facilmente! Pros curiosos que nunca leram, vejam esta árvore genealógica e observem a quantidade de nomes iguais.

Beijos,
A.
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21 outubro 2012

Clássica


                 Hoje foi dia de apresentação da Orquestra Sinfônica da Bahia no Teatro Castro Alves. Toda vez que eles anunciam uma apresentação por aqui eu já me preparo, pois sei que minha mãe vai carregar a família toda (aliás, ela deixa meus gatos de fora. apenas.) para assistir – ainda mais quando os preços são populares.
                Apesar de não escutar muita música clássica, aprendi a gostar por osmose. Pai e mãe, ouro de mina, já dizia Djavan. E desde cedo percebi que a música para mim é um modo de escape, assim como os livros. Quem criou o gênero chamado “música” classe, criou, no meu caso, a trilha sonora para meus pensamentos.
                Quando estou com um livro em mãos, me perco de mim e perambulo pelo universo de um outro eu, escrito por uma outra pessoa. Porém, quando ouço melodias clássicas, me perco em mim mesma, caminho por universos secretos escondidos em minhas memórias e anseios... e chuto para escanteio a ideia inicial de que iria ouvir a composição e tentar meditar em seu profundo significado – doce ilusão.
                Duas horas após o concerto, em que ouvi a nona sinfonia de Beethoven por inteiro, estou convencida de que esta é a verdadeira intenção da música clássica: ter os versos criados pelos seus ouvintes. Não há quem me convença do contrário. É como comprar um livro em branco: ter a base, e ser convidado a preenchê-lo...
                E agora, terminando esta pequena nota sobre Beethoven, música e livros, impossível não concluir que a música clássica se assemelha à própria vida – afinal, o que é esta se não uma série de acontecimentos que vamos compondo, cantando, registrando? Alguém já nos deu o compasso, cabe a nós reger e manter o ritmo!

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12 outubro 2012

Budapeste


“Budapeste, no exato momento em que termina, transforma-se em poesia.”  (WISNIK, 2004) 

Budapeste
                Que Chico Buarque nasceu destinado para compor e cantar, isso eu já sei faz tempo. Chico é daqueles que o talento não cabe dentro de si, e por não caber, transborda. E por transbordar, nos atinge, por vezes só molhando as pontas dos pés. Outras, o corpo inteiro.  
                Budapeste. Sempre achei engraçada essa palavra; a junção de duas palavras aparentemente alheias uma a outra: Buda e Peste. Pesquisando, descobri que na verdade Buda e Peste eram duas cidades húngaras que se fundiram. E eis que percebi mais uma vez como Chico, mestre das palavras, expressa tudo sobre sua obra já no título e nós, meros leitores, nada percebemos, tudo deixamos passar.
                Depois de concluir a renomada autobiografia “O Ginógrafo”, encomendada por um executivo alemão, José Costa, um talentoso escritor fantasma aprende a verdadeira arte da escrita.  José Costa não tencionava fazer deste um grande livro, assim como não tencionava viajar para Budapeste, logo depois, em razão de um encontro anual de escritores anônimos. Ele também não sabia o que o aguardava naquela cidade fria, aparentemente cinzenta.
                “Zsoze Kósta” é tão carente de ambições verdadeiras quanto é dual. Fatigado por seu próprio talento e por seus problemas no Rio de Janeiro, ele refugia-se em Budapeste e logo se percebe envolto por duas cidades, duas mulheres, dois livros. Tudo outra vez. Às vezes, as coisas das que fugimos insistem em nos perseguir. São tantos pares simétricos, tantas semelhanças entre as duas vidas de Costa – uma no Brasil e outra na Hungria, que é impossível não voltar à questão de Buda e Peste. Duas cidades distintas que se uniram. José, no Brasil e Kósta, quando na em Budapeste, já que os húngaros tratam a todos pelo sobrenome, são os verdadeiros nomes que componhem a imagem deste homem, tão misterioso quanto o húngaro, língua pela qual se apaixona. E através dessa nova língua, ele começa a escrever uma nova história. Dois homens unidos em um só. O José era prosa, o Kósta é poesia. Quando em Budapeste, aquele mesmo carioca banal adquire outro ritmo, outra musicalidade... adquire valor e reconhecimento. É na Hungria que este escritor deixa o anonimato e recebe o reconhecimento que lhe é de direito.
                Portador de uma narrativa ímpar e impecável, Budapeste possui uma história simples de um anti-herói, mas que nos é contada de forma extremamente envolvente. Após ler este livro só me restam duas coisas: ler os outros livros já lançados por este ícone e ficar na torcida para que ele continue fazendo mais canções em forma de romance.

Beijos,
A.
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02 outubro 2012

Resultado - Distopia Total



      Olá, pessoal! Primeiramente, gostaríamos de agradecer à todos que participaram da promoção. Foram mais de 21 mil entradas. Um sucesso!
        Como havíamos dito no post da promoção, teríamos 3 ganhadores com 2 livros cada um. Onde o primeiro sorteado levaria o Kit Distopia Total 1, o segundo sorteado levaria o Kit Distopia Total 2 e o terceiro sorteado levaria o Kit Distopia Total 3.
Então, vamos aos 3 ganhadores!?
1ª Sorteada - Ganhadora do Kit Distopia Total 1 com os livros: Starters e Estilhaça-me


2ª Sorteada - Ganhadora do Kit Distopia Total 2 com os livros: Destino e Travessia


3ª Sorteada - Ganhadora do Kit Distopia Total 3 com os livros: A Hospedeira e Feios


      Parabéns as ganhadoras. Um e-mail será enviado para cada uma de vocês que terão o prazo de 2 dias para responderem. Caso não recebam o e-mail, favor entrar em contato com uma de nós através dos e-mails que se encontram em nosso contato. Caso não retornem dentro deste prazo, um novo sorteio será realizado.

      Se você não ganhou, não fique triste. Participe das novas promoções que estão rolando no blog que a sua hora vai chegar. 

Um beijo!

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25 setembro 2012

Confie em mim



Até onde você iria por amor à sua família?! Muitas vezes nos perguntamos até que ponto seríamos capaz de chegar para proteger as pessoas que amamos. Porém, por mais que tentemos imaginar, quando determinadas coisas realmente acontecem, podemos agir de uma forma que jamais imaginaríamos, tudo pela segurança dos nossos parentes e amigos.
Até onde você iria por amor à sua família?! Esta é a frase de chamada do segundo livro do Harlan Coben que li. Mike e Tia, preocupados cada vez mais com o comportamento distante de seu filho, Adam – que só piorou depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer-, decidem instalar um programa de monitoramento no computador do filho.
Marianne, uma típica mãe ausente, decide pela primeira vez fazer algo pela sua filha. Mal sabe que esta única ação custará sua vida e a vida da única amiga que tinha.
Nash, um homem carrancudo e de personalidade duvidosa, no leio de morte de sua amada esposa, Cassandra, jura que fará tudo que estiver ao seu alcance para proteger a amada família dela.
Uma série de acontecimentos, inesperadamente, faz com que a vida de todas essas pessoas e de outras se cruzem de forma surpreendente, trágica e violenta.
Confie em mim é mais um suspense cheio de reviravoltas e descobertas do Coben. Nos faz refletir, principalmente, sobre as nossas relações com as pessoas que amamos.. até que ponto protegemo-as?! Até que ponto elas que nos protegem?!
 A história, porém, para mim, não foi tão bem construída quanto Cilada. Ele não conseguiu me enganar ou me levar a pensar em outras possibilidades, como pretendia. O meu lado detetive - sempre muito aguçado - conseguiu desvendar alguns mistérios muito antes da hora e as histórias paralelas não se entrelaçaram tanto quanto eu esperava.

 Mas para quem gosta de um bom suspense, o Coben é sempre uma ótima pedida ;)

Beijos,
A.


Classificação: 
 

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788599296936
Ano: 2009
Páginas: 272
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19 setembro 2012

Ficcionalmente servidos?!


                Quem nunca imaginou, ao ser descrita uma refeição em um livro, a cena completa?  Pessoas conversando, pratos passando, empregados servindo, louças belíssimas, animais de estimação atentos... E os pratos?! Quem nunca quis entrar na cena pra provar só um pouquinho das delícias descritas?  Aliás, sejam verdadeiras iguarias ou um simples café com leite, a gente sempre fica com um pouco de água na boca, sim?! Querendo ou não, as suculentas refeições também nos aproximam das histórias que lemos.
                Foi pensando nisso que a fotógrafa norte-americana Dinah Fried desenvolveu uma série de fotografias titulada “Fictitious Dishes”, onde ela traduz algumas das refeições de grandes personagens da literatura e eterniza através da fotografia.
       Para tal, Dinah baseou-se em cincos romances de sucesso: Alice no País das Maravilhas, O Apanhador no Campo de Centeio, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Moby Dick e Oliver Twist.

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.
       O famoso desaniversário da Alice ficou bem parecido com o que eu imaginava: bem decorado, com louças e talheres invejáveis, além do chá e dos cubinhos de açúcar. Muito amor, não?! Quero um chá assim no meu aniversário também! Com essa rendinha fru-fru, vale ressaltar. 

Oliver Twist, de Charles Dickens.

       A refeição do Oliver também ficou bastante característica - essa mesa improvisada em cima de um caixote de madeira com somente uma pequena tigela de sopa, uma caneca de leite e uma colher gasta é  bem a cara do menino pobre que vive pelas ruas.

O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger.

       Confesso que já li este livro (e gostei bastante), mas não lembro especificamente da refeição do Holden. Mas se ela foi retratada, algum mérito deve ter na história. No mais, achei bem parecido com, tipo, o meu café da manhã - só não identifiquei o que é isso ao lado do pão. Alguém me ajuda? Uma banana verde?!

Os Homens que Não Amava as Mulheres, de Stieg Larsson.

       Como esquecer dos sanduíches de alimentos frescos com pepinos e ovos do Mikael? E a mesa é simples, organizada e sem exageros, bem a cara do protagonista.

Moby Dick, de Herman Melville.
       Por fim, temos a famosa sopa de marisco do capitão Ahab. Claro que tinha que ser algo relativo ao mar, sim?! E a concha é um brinde da decoração!

Eu particularmente adorei a idéia e as fotos. Afinal, a Fried juntou as duas coisas que mais amo: comer e ler! 
Hmm, bateu até fome agora...

E você,como imagina as refeições de seus personagens preferidos?


Beijos,
A.
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16 setembro 2012

El libro que no puede esperar



                Quantas vezes já pegamos um livro e procrastinamos na leitura por livre e espontânea preguiça? Afinal, sempre pensamos que teremos mais tempo depois e vamos atropelando as coisas. Daí passam-se dias, semanas, meses e em alguns casos críticos até mesmo anos. Algumas vezes, quando deixamos uma leitura para depois, estamos abandonando-a para sempre, sem saber o que perdemos... o que deixamos de saber. E acontece que alguns livros não podem esperar para sempre.
                El libro que no puede esperar é um livro comum, e você também poderá abandoná-lo, se assim desejar. Porém corre o risco de não lê-lo jamais. Elaborado por uma editora argentina, ele tem uma importante característica: após 60 dias aberto, a tinta especial que foi usada na sua impressão se deteriora e as palavras e frases começam a desaparecer. Ou seja, se você quiser ler o livro, têm suficientes 60 dias para fazê-lo.
                Algumas pessoas preferem comprar livros a pegar os mesmos emprestados em biblioteca pelo fato de que assim não terão que se preocupar com prazos. Mas as filas de espera de alguns atestam que muitas vezes não somos tão confiáveis sobre nosso próprios prazos, não é?
              Foi pensando nisso que a Editora Cadencia criou este inusitado livro. Chega de procrastinação! Os primeiros volumes lançados são de escritores contemporâneos latino-americanos. Apesar de ser, inicialmente, uma tentativa clara tentativa de marketing e uma desesperada de chamar a atenção dos leitores para a literatura contemporânea, espero que a iniciativa envolva também outras literaturas, pois adoraria ter um exemplar desses.
Ou melhor, dois: um para nunca ser aberto e outro para ler e se apagado, de modo que as páginas em branco posteriores sejam só minhas e do que vier à minha mente.
O que acharam da ideia?

Confiram o vídeo abaixo:




Beijos,
A.

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14 setembro 2012

As vantagens de ser invisível


             Para os fãs das séries Harry Potter e Percy Jackson, este é o livro do momento. Esqueçam Divergente, Cinquenta Tons de Cinza, esqueçam qualquer outro lançamento.  Publicado por aqui pela Rocco em 2007, o livro tornou-se mais conhecido por aqui no ano passado, quando foi anunciado que a Emma Watson e o Logan Lerman protagonizariam o filme inspirado no livro. A película só estreia em novembro, e a Rocco intensifica cada vez mais a publicidade em suas redes sociais.
Há meses atrás, logo que saiu a notícia da adaptação, era difícil encontrar o livro. Os fãs da Emma e do Logan entraram em colapso. Minha irmã foi um deles. Mas logo ela deu um jeito de conseguir o exemplar dela, o qual eu tive a oportunidade de ler em março deste ano.

As Vantagens de Ser InvisívelJulgadora de capas que sou, afirmo que a de AVDSI deixou-me contente com a sua. Gostei da imagem "invisível" em relevo do guri, assim como do imenso espaço branco. Só não entendi muito bem o desenho floral em relevo na parte verde superior, mas ok. Eu supero.  A diagramação interna é bem trabalhada: margens, parágrafos, fontes...  Vocês sabem que eu adoro quando as folhas são amareladas, porém as do livro são branquinhas. Decidi superar também, já que ao menos combina com o branco da capa.
Quem conta a história do livro é Charlie, um inocente guri de quinze anos, através das cartas que ele escreve para um amigo anônimo instiga-nos a ligar os fatos de sua vida. Em seus escritos, ele relata seus dias, seus sentimentos, seus medos e suas esperanças. Com suas palavras, o adolescente se expõe de forma simples e viva para nós. E é através dessas mesmas cartas que observamos Charlie vencer seus medos, amadurecer e descobrir novos sentimentos para se apegar. Através das cartas, também, somos levados a fazer reflexões sobre coisas aparentemente simples em nossas vidas.
O nosso protagonista da vez vive crises típicas da adolescência, porém a maneira como ele ver os acontecimentos não é tão simples e típica. Apesar de encurralado em suas próprias questões, com quinze anos e após o seu único amigo se suicidar, Charlie começa o seu processo individual de descobertas: amores, livros, amigos, sexo, música, drogas. Sam, Alice, Mary Elizabeth, Bob e Craig são o adotaram na turma.  Bill, seu professor de inglês, passa a recomendar a ele livros clássicos da literatura, para que Charlie resenhe e discuta com ele depois. Com novos nortes em sua vida, e cercado de novas influências – sejam elas boas ou ruins -, o garoto invisível começa a se materializar. A ocupar espaço. A se sentir alguém. E o mais importante: alguém que é parte de algo.
Stephen Chbosky conseguiu capturar perfeitamente o universo enigmático dos adolescentes, quase tão bem quanto J. D. Salinger ao escrever as confusões pessoais de Holden em O Apanhador no Campo de Centeio. Mas não se engane: apesar da sinopse similar, são livros diferentes, com protagonistas que se portam de maneiras distintas frente à problemas análogos.  
Este livro é um daqueles que acho que deveria ser leitura escolar. Os adolescentes deveriam ter a oportunidade de ler AVDSI só pelo conforto de saber que seus conflitos não são filhos únicos neste mundo.
Como disse no começo, em novembro teremos a história nas telonas. A Emma Watson interpretará a Sam e o Logan o Charlie. Só espero, sinceramente, que a Rocco não relance o livro com a capa do filme. Baseando-me em outros livros da editora (Harry Potter, Jogos Vorazes, Eragon), algo me diz que isso dificilmente acontecerá. Graças a Deus!
Se ainda não leu este livro, leiam. No duro, como diria Charles.

Classificação:




Autor: Stephen Chbosky  

ISBN: 9788532522337
Editora: Rocco
Ano: 2007



Confiram o trailer legendado do filme:



Beijos,
A.
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11 setembro 2012

Apaixonada por palavras

Apaixonada por palavras     Paula Pimenta é a autora nacional do momento. E ainda colhendo os louros da série recém-concluída Fazendo meu Filme, aproveitou o embalo do sucesso e lançou, além de uma nova série - Minha Vida Fora de Série-, um livro de crônicas. 
     Paula se intitula Apaixonada por Palavras. E quem de nós não é?! Ainda mais pelas palavras que servem de base para muita gente boa por aí criar belas sentenças e encaixá-las em histórias encantadoras, como a Paula já nos deu provas cabais de que sabe fazer.
     Neste livro, não existem Fani's ou Leo's: existe somente a Paula Pimenta. Ou melhor, as Paulas, pois podemos acompanhar a autora em diversas fases de sua vida e observar as sutis mudanças que só as palavras são capazes de nos revelar. A autora fez questão de manter as crônicas eleitas em seu original, mesmo hoje em dia podendo pensar diferente do que escreveu há anos atrás. 
     A menina que não sabia o que queria cursar ao certo na faculdade cresce, apaixona-se e faz-se apaixonar. E tem o poder de fazer com que nos identifiquemos com a maioria das coisas que ela escreve. Sério, enquanto eu lia diversas vezes pensei: "Nossa, poderia ter escrito isso!" - principalmente no que tange os relacionamentos à distância.
     As crônicas, em geral, tem como função abordar assuntos cotidianos, de modo que seja criado um vínculo de reconhecimento entre quem lê e quem escreve.  As crônicas da Paula, que originalmente foram publicadas no site Crônica do Dia, certamente já criaram vínculos com milhares de pessoas. Pimenta selecionou pessoalmente 55 dentre as muitas que já escreveu e a Editora Gutemberg compilou-as nesse livro gracioso. Aliás, parabéns para editora! A diagramação do livro ficou excelente, começando pela capa que deixa qualquer um com vontade de comer MM's na mesma hora! E ainda é em relevo, minha gente! Muito amor <3 
      Aliás, muito amor mesmo é o livro em geral. Este é o principal ingrediente de nossas vidas, e porque haveria de ser diferente nas crônicas da Paula? Amor, amores... de família, de amigo, de namorado, dos livros.. das letras. Da vida. Do mundo. É bom até para lembrar que a Paula é uma pessoa como nós, sujeita às armadilhas do mundo e dos sentimentos. Que erra, mas que acima de tudo acredita. E que tanto acreditou que hoje está aonde está.


“Garotos que escrevem bem têm um charme diferente. Suas palavras me acariciam de tal forma que se tornam vitais para a minha sobrevivência. Se eles têm tanto cuidado com a escrita, imagine o carinho que teriam comigo… Ah, os homens que sabem escrever! Alguns conseguem ser tão sinestésicos, que chego a perceber a voz deles por entre as linhas.

(…)

Infelizmente, a recíproca não é verdadeira. O sexo masculino, no geral, ainda se sensibiliza mais com o corpo esculpido do que com a forma que as escritoras dão às suas frases.

No dia em que eu encontrar um que se importe mais com o que eu escrevo do que com a minha embalagem, eu me caso. Desde que a proposta seja feita por escrito”.

(Paula Pimenta, Apaixonada por palavras, pág. 29, Ed. Gutemberg, 2012, Belo Horizonte).


Beijos,
A.
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07 setembro 2012

Cidades-personagens


                Estes dias recebi um e-mail da editora Baraúna divulgando um livro ambientado em Salvador. Pra quem não sabe, quem vos escreve nesta cidade vive. O nome do livro era Paradoxo, do Marcelo Porto. Ao ler a sinopse do livro, senti um sentimento de estranheza justamente pela história se passar aqui em Salvador.

“PARADOXO é um thriller de ficção científica ambientado em Salvador. O romance relata a história de João Ventura, um jovem soteropolitano, estudante de física quântica na UFBA, que se torna o principal assistente do Dr. Alberto Prattes, o mais notório físico do País e o único brasileiro a conquistar um Prêmio Nobel. A narrativa tem início em Genebra, onde o ainda desconhecido, Alberto Prattes consegue comprovar a existência, do então batizado, Bóson de Prattes. Realização que deu ao cientista baiano o Prêmio Nobel de Física de 1969, tornando-o o mais jovem ganhador da comenda. Em 2011, no Campus de Estudos e Física Aplicada, construído pelo Dr. Prattes nos armazéns do antigo porto de Salvador (...)” Para ler mais, clique aqui.

                Estou acostumada a ler sobre personagens que vivem em Nova York, Paris, Los Angeles, Carolina do Norte, Londres, Roma, ou até mesmo em lugares como Nárnia, Hogwarts e Panem. Personagens que existem em uma realidade que eu não compartilho diariamente, que falam de locais que eu não conheço como eles conhecem. Eles estudam em Havard ou Princeton, possuem o sistema de ensino totalmente diferente do nosso e as férias de verão costumam acontecer em julho.
                Então eis que me deparo com um uma sinopse de um personagem que estuda na mesma Universidade que eu.   No livro, mesmo ainda não tendo lido, provavelmente ele cita as mesmas ruas que eu freqüento, quem sabe até, eventualmente, o  mesmo cinema ou restaurante. Eu, acostumada a ver descrito e imaginar lugares importados, achei estranho. É isso. Não encontro outra palavra pra descrever.
                Claro que os livros de antigamente ambientados por aqui  eu não acho estranho.  Jorge Amado descreve tão bem esta terrinha, e Machado e Alencar, por exemplo, falam maravilhas e com precisão do resto do Brasil.  Mas é um outro Brasil, que praticamente não existe mais. O Pelourinho (BA) e a Rua do Ouvidor (RJ) já não são mais a mesma coisa.
                Sei que existem muitos autores atuais nacionais descrevendo com mestria suas cidades natais, como é também o caso do recém-lançado e badalado Equinócio, da Lu Piras, que é ambientado no Rio de Janeiro. Mas o que mais me chamou a atenção foi ser aqui em Salvador, na minha Salvador atual.
                Vocês também estranhariam ao ler um livro que se passa na cidade aonde vive?! Um livro que fale dos lugares que você freqüenta com seus amigos?! Ainda não li Paradoxo, mas como adoro um bom suspense, e quero saber como é ler um livro de uma terra tão conhecida e atual, pretendo ler em breve.

Beijo,
A.

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05 setembro 2012

Cilada

                 Eu sempre gostei muito de histórias de mistério e suspense. Lembro de alugar na biblioteca do colégio os livros da Agatha Christie. Lembro de ter devorado Anjos e Demônio e O Código da Vinci em duas sentadas, no máximo. Lembro que influenciada por outros aprendi a gostar do Stephen King. E, por último, lembro que há uns dois anos atrás, quando uma amiga me emprestou a trilogia Millenium, do Larsson, li todos em poucos dias, como se precisasse daquele combustível para viver.
                No entanto, em pleno ano de 2012, nunca tinha lido nada do Harlan Coben. Comecei a passar o olho  nos livros dele ano passado, quando passava pelas lojas Americanas e eles sempre estavam lá me chamando... Aí pesquisei na internet, descobri o que era e ok, um dia eu compro um pra ver se gosto. Esse dias, depois de meses, finalmente chegou no mês passado.
                Me rendi à pressão da minha curiosidade e das boas propagandas e encomendei um livro do Coben pelo site da Saraiva.  CILADA. Literalmente falando, eu cai numa cilada. O cara já tem uma porrada de livros lançados aí e necessito ler o resto. Pra ontem.
                Pra você estava tão desatualizado quanto eu, Cilada já diz no seu segundo título que ninguém consegue escapar das próprias mentiras. E é exatamente sobre isso que o livro trata: errou hoje?! Vai pagar amanhã. Fez algo errado?! O arrependimento é o próximo sentimento da fila. Pá-pum. É a lei do carma: tudo que vai, volta.
                Como em todo livro de suspense, somos apresentados a várias histórias que se conectam no decorrer do livro. Haley é uma adolescente exemplar de 17 anos. Tudo em torno dela tendia ao perfeito, até que uma certa manhã sua mãe encontra sua cama vazia. Dan Mercer é um assistente social que recebe um telefonema duvidoso, comparece ao encontro que foi marcado pelo celular e acaba surpreendido por uma equipe de Tv que o exibe em rede nacional como pedófilo. Wendy Tines é a repórter que armou a cilada para Dan, e também acaba sendo a única testemunha do assassinato do suposto pedófilo. Charlie, seu filho, estuda na mesma escola que Haley, e assim como todos na cidade, está chocado com o desaparecimento da garota.
                Mesmo denunciando Dan, e provocando o seu assassinato, Tines não está completamente convencida da sua culpa, e começa a investigar os fatos por conta própria. A repórter, então, encontra conexões inimagináveis nos acontecimentos. Verdades inimagináveis são reveladas.  As fachadas que as pessoas criam em suas vidas escondem muitas coisas. O aparentemente normal é posto à prova. Afinal, todo mundo tem segredos, né?! Só não sabemos as proporções desses segredos. 
                Eu entrei completamente no ritmo do Coben. Fiquei sem ar, boquiaberta, me supreendi... diversas vezes. São reviravoltas eletrizantes na história... quando você pensa que sabe de algo, você não sabe de nada. Vai por mim. Estava com saudades de ler um bom suspense. E essa vontade de ler um bom suspense agora foi substituída pela vontade de ler TODOS os outros suspenses do Coben. THIS is the problem. Como proceder?! Aonde fabricar dinheiro?! E estantes!                
                Não agregou nada de importante na minha vida, a não ser o fato de invejar o desconfiômetro da Wendy. Mas prendeu minha atenção e me diverti bastante. A narrativa é simples, convidativa... Os elementos são os mesmos de um bom suspense convencional. Mas me peguei diversas vezes falando sozinha (falar sozinha em presença de desconhecidos ainda é falar sozinha?!) coisas como: “Não acredito que ele vai entrar aí sozinho”, “Deus, que burra! Como ela aceita se encontrar com ele assim?”... e coisas do tipo. Então quer dizer que o livro é bom, né? E para a minoria que ainda não conhece nada do Coben ou que ainda não leu este livro, sugiram que também caiam nessa “Cilada”!

Beijos, 
A.

Classificação: 


Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788599296936
Ano: 2010
Páginas: 272


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01 setembro 2012

Resultado: Promoção Dia dos Pais


Olá, garotas e garotos! 
Primeiramente, muitíssimo obrigada à todos que participaram da promoção. Foram 13620 entradas! Um sucesso!

A sortuda que levará pra casa os 6 últimos lançamentos do Nicholas Sparks foi:

Parabéns Khrys Anjos! 

Um email lhe será enviado hoje para que informe o seu endereço de entrega para o envio do livro. Você terá o prazo de 48hs para responder ao email. Porém, em caso de não recebê-lo, favor entrar em contato com uma de nós, através dos emails que se encontram em nosso contato.
Cada blog será responsável pelo envio do seu livro e terão o prazo de 30 dias para enviá-los.
Espero que você se emocione, se divirta e chore muito na companhia do Nicholas!

Um beijo pessoal e até a próxima promoção!

Ps: Pra quem não ganhou, clica aqui que tem mais promoção!
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Promoção Distopia Total‏


Distopia: em filosofia significa a antítese, ou seja, ideia contrária, a utopia. 
"As distopias são normalmente caracterizadas pelo autoritarismo, totalitarismo, por opressivo controle da sociedade."¹

Agora que você já sabe o que é uma distopia, você já sabe o que pode esperar desta promoção, ou pelo menos, dos livros que fazem parte dela: uma realidade marcada pelo autoritárismo e o totalitarismo.
É isso mesmo: queremos ver o mundo virar de cabeça pra baixo; mas quem vai ter que lidar com essa confusão... serão os 3 ganhadores dos nossos kits distópicos!  
É isso mesmo... serão 3 ganhadores!
Onde o primeiro sorteado levará o Kit Distopia Total 1, e segundo sorteado levará o Kit Distopia Total 2 e o terceiro sorteado levará o Kit Distopia Total 3.
Conheçam as realidades alternativas que preparamos para vocês:                                                                                                                        
Kit Distopia Total 1
                                                                                                                                                            
 Kit Distopia Total  2

Kit Distopia Total 3    

E aí? Gostaram?!
Para participar é muito simples, basta seguir as regrinhas abaixo: 
1. Ter um endereço de entrega no Brasil 
2. Seguir publicamente os blogs participantes
3. Preencher o Rafflecopter abaixo. 

A promoção vai até o dia 30/09!

a Rafflecopter giveaway


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30 agosto 2012

Cidade Fantasma


Olá, caros! Como está a semana de vocês?! Quem está ainda curtindo a greve das Federais levanta a mão! \o/\o/ 
Esses dias recebi uma proposta muito bacana: apresentar para vocês um livro que está sendo escrito. Cidade Fantasma é o nome da trilogia, e ele está sendo escrito pela Tainá Ruiz, paulista de apenas 17 anos, que também está envolvida em outros dois projetos ainda não divulgados.
Para divulgar o primeiro livro da trilogia, Tainá criou um blog e está postando nele os cinco primeiros capítulos - entrem lá e se deliciem!
      Antes de falar do que eu achei do livro, leiam um pouco da sinopse:



     Quando a mãe de Ian é demitida de seu emprego vê a oportunidade de voltar a sua cidade natal e realizar seu sonho de ter um negocio próprio o garoto se vê forçado a se mudar com os pais para Standort, a temida Cidade Fantasma. Ian, que possui o dom de se comunicar com os mortos, sofre não apenas pelo medo do desconhecido, mas também por ser assombrado por Will – o rapaz que morou naquela casa antes dele. Will o assombra por um motivo: querer que Ian ajude sua irmã Elizabeth a se livrar de um destino aterrorizante. Ian se dispõe a ajudar Elizabeth, por quem se apaixona. Mas não imagina os perigos por trás de seus misteriosos olhos verdes da garota. Ele ultrapassará as barreiras da vida e da morte para ajudar a amada a quebrar uma maldição terrível que a assombra.

(Retirado do blog da Gih Figueiredo). 


  Eu já li o que foi disponibilizado do livro no blog e posso dizer que estou curiosa para saber por completo o mistério em volta dos irmãos e para acompanhar as aventuras do ruivinho Ian! Se você curte uma aventura fantasmagórica, não pode deixar de conferir a história da Tainá! Ela tem uma escrita leve e envolvente, do tipo que você ler todos os capítulos disponíveis em pouco tempo... do tipo que você vai querer mais um pouco! Aliás, podíamos lançar uma campanha pra ela pelo menos postar até o capítulo 08 no blog, quem abraça?!

    Aproveitando a boa vontade da fofa da Tainá, fiz algumas perguntinhas para ela relativas ao seu livro e a sua vontade de escrever. Confiram abaixo!

Entrevista

Nome: Tainá Ruiz de Souza

Data de nascimento: 07/07/1995 

Cidade: Jaguariúna - SP


Mais: Twitter - Facebook 

1. Cidade Fantasma é o seu primeiro livro público. Você já teve outros rabiscos que não saíram do papel? 
E quem nunca teve? (risos)
Tenho uma pasta no notebook denominada ‘rascunhos’ recheada com cada pequena ideia que pipocou na minha mente e ainda não tive oportunidade de seguir adiante.

2. Você já teve alguma experiência sobrenatural, como o Ian? 
Menina, se eu contar ninguém vai acreditar. Sei que muita gente vê aqueles borrões indefinidos e eu fui uma delas por muito tempo, até que tive um contato em especial - justo na época em que comecei a escrever Cidade Fantasma - que me arrepiou até o último pelinho do corpo. Tenho enxaquecas frequentes e em uma crise, deitei na cama e fechei os olhos por dois minutinhos. Isso, sozinha em casa. De repente sinto alguém sentar na cama. Senti uma energia boa, familiar. E intuída por esse sentimento, achei que fosse minha mãe. (que tinha acabado de sair de casa) Quando abri os olhos, não tinha ninguém. Fiquei mega assustada. Horas depois vim escrever e senti um toque muito firme, muito sólido nos meus cabelos. Uma espécie de carinho. Minha mãe, que acredita no contato dos espíritos conosco com cada fibra de seu corpo, acha até hoje que o autor desse gesto de carinho foi meu falecido avô, pai dela. Quem sabe, né? (risos)

3. Se você pudesse escolher, você preferiria ser um fantasma ou ser sensível a eles?
Poxa! (risos)
Eu não sei. Penso que ambos convivem com realidades muito chocantes. Mas acho que preferiria ser sensível a eles, até porque, imagine como deve ser estar ali e – quase - ninguém te notar, te ouvir. Desesperador!

4. Como você enxerga a literatura fantástica no Brasil? Você tem algum autor-guia por aqui ou suas influências são mais externas?
Recentemente minha prateleira tá recheada de autores nacionais, mas ainda não tive oportunidade de ler suas obras, embora tenha os conhecido na Bienal de SP. Mesmo com todo o preconceito com a literatura fantástica brasileira (que eu pude presenciar também na minha visita à Bienal) estamos ganhando um espaço maior nessa área e com fé, iremos ocupar uma posição cada vez melhor aos olhos dos leitores. De qualquer forma, acho que minhas influências são principalmente externas. Tento me manter original e por isso evito escrever logo após ler, mas uma pessoa que resiste à minha barreira de originalidade é Rick Riordan. Parece que enquanto eu escrevo Cidade Fantasma, ele vai me dando dicas mentalmente. Sem dúvidas, tio Rick é meu guia.

5. Pensando no futuro, você tem 17 anos e deve estar em fase de vestibular. Pretende cursar algo relacionado ao mundo da literatura?
Estou sim e é uma fase extremamente turbulenta. Pensei e repensei no que cursar muitas vezes (cheguei até a comentar em uma entrevista que tinha interesse em fazer Medicina Veterinária e Letras, oi?). Mas pensando mais claramente, fiz planos de cursar Letras (Português-Inglês) e após concluir esse curso, pretendia ingressar em Produção Editorial/Editoração.



Beijos,
A.



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Editado por Agnes Carvalho. Imagens de tema por andynwt. Tecnologia do Blogger.

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