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19 maio 2012

Sparks and Me




Minha relação com o maior best-seller atual - odeio esse título, talvez se o tivesse conhecido hoje em dia nem levaria o Nicholas à sério - começa nos remotos anos de 2004. Há quase dez anos atrás, a então pessoa que vós fala aqui com 14 anos, erã fã de carteirinha da temporada da época de Malhação. Guilherme Berenguer, Vagabanda e um grupo de amigos em comum que curtiam o mesmo me fizeram vidrar naquela temporada - até vencer um concurso pra almoçar com o Berenguer eu consegui (lembrem-se que eu tinha 14, ok?!), mas isso não é tema para agora. O fato é que eu realmente acompanhei bem a temporada: lia sobre os próximos capítulos, discutia, acompanhava os atores, escrevia fics, buscava informações diversas. E eis que em uma dessas minhas buscas eu acabei descobrindo que muitos acreditavam que os autores da época tinham se baseado num certo filme chamado "Um amor para recordar" para escrever a temporada. A louca, óbvio, tinha que descobri qual era esse filme. Catei dias depois o DVD numa locadora aqui perto e assisti 1, 2, 3 vezes seguidas. Sim, a história até tinha certa similaridade, mas era tão mais pura, tão mais triste e bela. 



Eu sempre gostei de romances, mas eu acredito que nem tudo da vida sempre termina com finais felizes. E não é que descobri que o danado do filme fora baseado num livro? Pronto, eu tinha que ter. Tinha que ler. Mãe! Porém, como o mercado literário no Brasil é como é, o livro só havia sido lançado uma vez e já estava esgotado há meses. Ou anos. Só achava o livro em português de Portugal pra importar. Veja bem. Nesse meio tempo, eu tinha locado um filme chamado "Diário de uma Paixão" e não sei porque resolvi assistir o bendito às duas da manhã. Às três da manhã, quando já havia entendido tudo, eram só eu, o silêncio e as minhas lágrimas na madrugada - quem viu, sabe. No final do filme, nos créditos, descobri que este também tinha sido baseado num livro. Do Nicholas Sparks. E naquele momento decidi que, se minha vida tivesse roteiro, gostaria que o Sparks pudesse dar algumas de suas pitadas de romance às vezes. 



Nem corri pelo livro, ele não tinha nada disponível no Brasil mesmo. A minha alternativa, foi recorrer aos ebooks - e aí descobri que ele não tinha só dois livros lançados, mas quase uns dez. Li todos compulsivamente, como se fossem fugir a qualquer momento. Cheguei a cogitar a fazer até impressões própria. Só não entendia como ele ainda não era falado no Brasil. Será que era por suas famas em finais tristes? Pois, de finais felizes, já estávamos cheios de comédias românticas bonitinhas por aí... Estava faltando alguém pra falar com realidade e sentimento. Mas foi preciso que ele lançasse Querido John (2010!!!)  e filmasse com um galã de Hollywood para que as editoras brasileiras voltassem sua atenção para ele. Ah, a luz no fim do túnel! E tudo se intensificou mais depois do momento Disney, com filmes protagonizados por estrelas teens (Um Homem de Sorte e A Última Música). Confesso que a popularização do Sparks me deixou em primeiro momento muito feliz (agora tenho todos os livros na minha estante!), porém também um pouco enciumada. São tantos novos fãs, tantos novos títulos por pressão do mercado... ainda gosto das coisas mais reservadas e com mais conteúdo.  Mas pelo menos agora a maioria dos livros foi publicado e até tenho foto com o divo. Porque, além de escrever histórias lindas, ele é um charme também.



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Editado por Agnes Carvalho. Imagens de tema por andynwt. Tecnologia do Blogger.

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